3 perguntas
acerca das ofertas voluntárias
Em
sentido etimológico poderíamos definir a palavra “ofertar” como “oferecer
voluntariamente”. As ofertas são associadas a ajuntamento solene na Bíblia (Is
1.13). Lembre-se: as ofertas não são o dízimo. Há distinção clara.
1. O que são as
ofertas?
Em
sentido etimológico poderíamos definir a palavra “ofertar” como “oferecer
voluntariamente”. As ofertas são associadas a ajuntamento solene na Bíblia (Is
1.13). Lembre-se: as ofertas não são o dízimo. Há distinção clara. Em
Deuteronômio 12.17 afirma-se: “Nas tuas cidades, não poderás comer o dízimo do
teu cereal, nem do teu vinho, nem do teu azeite, nem os primogênitos das tuas
vacas, nem das tuas ovelhas, nem nenhuma das tuas ofertas votivas, que houveres
prometido, nem as tuas ofertas voluntárias, nem as ofertas das tuas mãos”.
Saiba que não devemos ofertar o que sobra, mas sim o tudo que Deus colocar em
nosso coração (II Co 9.7). Marcos 12.44 afirma: “Porque todos eles ofertaram do
que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deu tudo quanto possuía, todo o
seu sustento”. Esta é a diferença básica sobre o que é e o que não é ofertar.
Êxodo 30.15 e 35.22 ensinam que tanto ricos como pobres, tanto homens como
mulheres, devem dar ofertas para o Senhor.
2. Para que são as
ofertas?
Jesus nos
conclama a ofertar liberalmente por causas específicas. Devemos ofertar
dinheiro (Ex 25.3), principalmente para obras especiais na Casa do Senhor. Ex
35 mostra como o povo ofertava para obras de construção: “e veio todo homem
cujo coração o moveu e cujo espírito o impeliu e trouxe a oferta ao Senhor para
a obra da tenda da congregação, e para todo o seu serviço, e para as vestes
sagradas… os filhos de Israel trouxeram oferta voluntária ao SENHOR, a saber, todo
homem e mulher cujo coração os dispôs para trazerem uma oferta para toda a obra
que o Senhor tinha ordenado se fizesse por intermédio de Moisés”. É
interessante notarmos que Moisés precisou proibir o povo para não trazer mais
ofertas, pois já estava sobejando (Ex 36.6). Esdras também sente a
voluntariedade do povo: “Alguns dos cabeças de famílias, vindo à Casa do
Senhor, a qual está em Jerusalém, deram voluntárias ofertas para a Casa de
Deus, para a restaurarem no seu lugar (Ed 2.68)… e, depois disto, traziam
ofertas voluntárias ao Senhor (Ed 3.5)… bem assim a prata e o ouro que achares
em toda a província da Babilônia, com as ofertas voluntárias do povo e dos
sacerdotes, oferecidas, espontaneamente, para a casa de seu Deus, a qual está
em Jerusalém (Ed 7.16). Portanto, diligentemente comprarás com este dinheiro
novilhos, e carneiros, e cordeiros, e as suas ofertas de manjares, e as suas
libações e as oferecerás sobre o altar da casa de teu Deus, a qual está em
Jerusalém (Ed 7.17)”.
3. Por que ofertar?
Devemos
ofertar porque é ordem do Senhor (Ex 25.2). Você sabia que era uma obrigação
dos homens de Israel acima de 20 anos ofertarem ao Senhor (Ex 30.14)? Ofertar
precisa ser uma disposição voluntária de nosso coração (Ex 35): “Tomai, do que
tendes, uma oferta para o SENHOR; cada um, de coração disposto, voluntariamente
a trará por oferta ao SENHOR: ouro, prata, bronze”. Devemos ofertar porque as
ofertas, assim como o dízimo, são do Senhor (Ne 18.8), são sagradas (Ne 18.19)
Deus apenas não se agrada com nossas ofertas quando as mesmas são vãs, isto é,
quando as mesmas estão associadas com iniqüidade, pecados (Is 1.13). É por isso
que Deus não aceita algumas ofertas (Sl 40.6). Se mudarmos esta associação,
então, Deus se agradará dos sacrifícios de justiça, dos holocaustos e das
ofertas queimadas (Sl 51.19).
Rev. Ângelo Vieira da Silva







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