Eles pediram a alteração de alguns itens do
texto para que o projeto não interferisse no direito dos pais de educarem seus
filhos
| Teresa Surita (PMDB-PR) |
Na
tarde desta terça-feira, 13, a Comissão Especial da Câmara dos Deputados
começou uma votação em caráter conclusivo sobre a Lei da Palmada, que visa
proibir os pais de baterem nos filhos, mas o projeto foi adiado para a
quarta-feira pois os deputados evangélicos não entraram em acordo com os
defensores da proposta.
Os parlamentares
evangélicos pediram para que o texto fosse alterado para especificar o que
seria o tratamento cruel que não estava claro na lei e pediram para que a
proposta fosse votada no plenário da Câmara.
A deputada Teresa
Surita (PMDB-RR) já havia feito algumas alterações no texto original e incluiu
um artigo que prevê a multa de três a 20 salários mínimos a médico, professor
ou ocupante de cargo público que deixar de denunciar casos de agressão a
crianças ou adolescentes.
“Educar batendo
traz transtornos e consequências graves à vítima da violência para o resto da
vida. Não se trata de impedir que os pais imponham limites aos filhos, mas sim
que esses limites não sejam impostos por meio de agressões”, disse ela ao
portal G1.
O texto se refere
ao espancamento, mas não há nenhuma cláusula que coloque o limite entre uma
palmada e espancamento, portanto a Lei puniria qualquer tipo de correção por
meio de “agressões”.
O deputado João
Campos (PSDB-GO), presidente da Frente Parlamentar Evangélica, se mostrou
favorável a essa proposta porque ela não interfere no direito dos pais de
corrigirem seus filhos, mas assim como outros deputados eles deram alternativas
para que fique claro que tipo de correção deve ser punida. Em entrevista ao Gospel Prime o deputado e pastor Marcos Feliciano
(PSC-SP) explicou a posição dos evangélicos.
“Retiramos a
palavra dor, pois não se sabe a extensão de uma dor, e trocamos a palavra
‘castigo’ por ‘agressão’, protegendo assim a educação familiar”, disse ele.
Leia o que os deputados evangélicos pensam sobre o assunto:
Michael Caceres - A lei quer punir a violência física,
protegendo o castigo comum no âmbito familiar?
Marco
Feliciano – A pena é mais para servidores públicos que
tendo conhecimento de agressão não denunciam. Creches, escolas, conselhos
tutelares. Alguém tem que denunciar, por isso a lei será severa com o servidor
publico que tendo conhecimento da agressão não denuncia. A lei só se aplica a
família quando esta agride e humilha, mas para ser executada a lei do silêncio
tem que ser quebrada.
Michael Caceres – Mas haverá punição para a palmada?
Marco Feliciano – Para constatar agressão tem ter sinais visíveis, como lesão ou
trauma psicológico que será averiguado por um profissional. Toda denuncia passa
pela prova da averiguação. Constatando-se maus tratos, agressão, lesão: PUNIÇÃO!







Nenhum comentário:
Postar um comentário